Entenda como a Taxa Selic interfere diretamente na decisão da hora de investir

09/08/2018 - Muita atenção na hora de investir
Kasa Imobiliária

O Comitê de Política Monetária (Copom) que pertence ao Banco Central decidiu que vai manter os juros básicos, conhecida como Taxa Selic, da economia em 6,50% ao ano. Essa é a terceira vez que a taxa é mantida.

Em argumentos práticos, isso significa que o mercado imobiliário, que já era, continua sendo o setor mais seguro para investidores aplicarem suas economias. Um exemplo prático é quando comparamos com o rendimento da poupança, que com essa informação deve permanecer o mesmo, ou seja, opção menos atrativa para recuperar investimentos. Existe uma regra em vigor desde 2012 de que os rendimentos da poupança estão diretamente atrelados aos juros básicos sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Opção nada animadora.

A explicação se torna ainda mais didática nas palavras do Diretor Comercial e Corretor de Imóveis Felipe Granado que lida diretamente com investidores do mercado imobiliário.

“Os rendimentos de aplicações fixas (poupança, CDB, LCL e títulos) são menos remunerados aos investidores, que por sua vez acabam retirando os investimentos (dinheiro) dos bancos e aplicando os em imóveis, e como os mesmos já são, se tornam ainda melhores nestas situações”, explica Granado.

Exemplificando: geralmente um imóvel após locado rende em média 0,5% á 1,2% ao mês (sobre o capital investido na compra do mesmo), com a manutenção da Taxa Selic abaixo de 7,5% ao ano, as aplicações citadas acima, remuneram no máximo em 0,7% ao mês, a poupança (que é a mais fraca delas), não ultrapassa o percentual de 0,55% ao mês.

Sem contar a valorização do imóvel (que sempre há), os retornos de alugueis são melhores e mais seguras, viabilizando assim, muitas vendas neste momento.

Sem contar que a base para o cálculo do sistema de financiamento da habitação, também leva em consideração a Selic, desta forma os juros para a compra da casa própria, continuam relativamente baixos, só não estando mais, por conta da atual conjectura geral da economia brasileira que ainda é de recuperação de forças.